domingo, 23 de outubro de 2011

A queda



Vem e vai, mas nunca chega a ficar.
Acreditava e sempre esperei,
não sentado, mas lutando.
E se outrora parecia perto,
agora parece apenas um sonho.

O ardor era tanto, que,
em pensamento
a ceifa já passou.
A fé desvanece e, aos poucos,
não estar cá é igual.

Os sonhos desvanecem
e a persistência desaparece.
Da glote maltratada,
sobra um suspiro de vida
e nota-se, na árvore solitária,
um cordel baloiçante.

(by João Garrido)


sábado, 22 de outubro de 2011

Estatelado


Mesmo de pele resguardado,
a transparência é evidente.
A dor bem profunda,
ocultada nele e na mente.

Sinceridade tão dolente,
profere com receio.
Sente-se bem ardente,
a mágoa aqui no meio.

Derrame avultado,
deixa-o esvaído.
Assim nem vale a pena.
Prefiro que seja arrancado.

(by João Garrido)

Tem de ser assim para ser de coração


Espero poder sonhar durante muitos mais anos, é essa a força que me mantém dinâmico. Acreditar que posso virar o barco e ser feliz.

sábado, 1 de outubro de 2011

Mundo actual

Vivemos num mundo tão monótono ultimamente.
Reparem bem. Começamos a estudar aos 6 anos. Se nunca chumbarmos um ano e o curso durar no mínimo uns 5 anos, entramos para o mercado de trabalho aos 23 ou 24 anos. Depois, durante anos, damos o litro para conseguir bens materiais e uma boa reforma e, de repente, damos conta que a vida passou e estivemos demasiado ocupados a preocupar-nos com o trabalho. Esquecemo-nos de viver.
Ouvi um dia dizer que o tempo no qual vivemos se chama Presente, porque foi uma oferta de Deus. O amanhã (futuro) não sabemos se cá estaremos e o ontem (Passado) já passou, faz parte de memórias e recordações. Deveríamos dar melhor uso a este Presente, ultimamente, sinto que se esteja a queimar esta oportunidade.
Vivamos dos sonhos, das aventuras, das amizades, das paixões, do esforço, das tristezas e até dos dissabores;  porque tudo isto faz parte. Mas por favor não deixem de viver.